A Teoria da Evolução de Charles Darwin
Um Breve Histórico Charles Darwin (1809 - 1882 )- estudou na Universidade de Cambridge ( Inglaterra ) para se tornar pastor anglicano, se aprofundou nos estudos botânicos e na observação das semelhanças entre os seres vivos, em 1831, aos 22 anos e recém-formado, Darwin foi convidado pelo governo inglês a participar de uma expedição percorrendo os quatros Continentes da Terra, durante cinco anos. Nesse período pôde observar, pesquisar e refletir sobre a diversidade da vida. Darwin era neto de Erasmus Darwin ( 1731 - 1802 ) um dos cientistas e filósofo a divulgar o conceito de evoluçãoao lado de Jean Baptiste de Lamarck ( 1744 - 1829 ) considerado um dos fundadores dessa corrente teórica. "Mas os conceitos apresentados pelos dois eram pouco fundamentados e, por isso, não aceitos pela comunidade científica" segundo Ildeu de Castro, do Ministério da Ciência e Tecnologia ( MCT ). Segundo a teoria de Darwin, tanto os organismos vivos como os que encontrou fossilizados se originavam de um único ancestral comum e se transformavam ao longo do tempo. Semelhante a uma bactéria, esse primeiro ser vivo sofreu modificações até gerar toda a variedade de animais e plantas do planeta seguindo um padrão evolutivo que permanece ativo. Um dos pontos observados por Darwin foi a existência de espécies próprias em cada região - mas muitas delas, semelhantes, podiam viver em locais distantes. Nesses casos, apresentavam adaptações ao meio. Esse conceito de diversidade foi essencial para formular sua teoria. Além de se deparar com fósseis de animais extintos, Darwin constatou que montanhas se elevavam do nível do mar. Encontrou, assim, o segundo conceito base para sua teoria: o do tempo geológico . Para mostrar como inúmeras espécies foram se modificando, Darwin chamou de seleção natural, isto é, as espécies evoluem ao longo das eras, sofrendo mutações aleatórias que são transmitidas a seus descendentes. Essas mutações podem determinar a permanência da espécie na Terra, ou sua extinção - dependendo da capacidade de adaptação ao ambiente. A seleção natural só foi aceita integralmente depois da descoberta da estrutura do DNA, em 1953. Darwin atribuiu a transmissão de características entre as gerações a células chamadas gêmulas, que se desprenderiam dos tecidos e viajariam pelo corpo até os órgãos sexuais. Lá chegando, seriam copiadas e passadas as gerações seguintes. Podemos resumir a seleção natural segundo Darwin da seguinte forma: . Os oragnismos vivos tem grande capacidade de reprodução, poucos no entanto chegam à idade de procriação, pois a quantidade de alimento no ambiente é limitada. Isso ocorre porque organismos que têm as mesmas necessidades alimentares competem entre si. . Outro fato é a existência de váriações hereditárias dentro de um mesmo grupo, que podem ser transmitidas aos descendentes. Algumas são mais favoráves do que outras num certo ambiente, organismos que têm as variações mais favoráveis naquele ambiente, têm maiores probabilidades de sobrevivência e reprodução. Dessa forma cada geração ficará sucessivamente mais adaptada às condições do ambiente.Um exemplo clássico é o pescoço da girafa. O pescoço da girafa não cresceu ao longo dos tempos para alcançar o alimento no alto. O que ocorreu foi a sobrevivência das que tinham o pescoço mais comprido. Fonte de pesquisa: Revista Nova Escola - Abril de 2009 Revista Veja - Fevereiro de 2009 Biologia César e Sezar - Editora Saraiva - 2009 por Elizete do Rosário Machado - Ordem Terceira Salvista (SER).
Escrito por Filósofos às 03:08:58 PM
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Evolução e Criação
Teoria da evolução e Teologia da Criação Por Padre Adriano Côrrea da Silva, sjs Introdução Buscando tratar sobre o conceito de evolução podemos dizer, que é o conjunto de processos que levam a modificações nos seres vivos ao longo do tempo, podendo dar origem a novas espécies. O estudo da evolução se faz pelo estudo dos fósseis, pela comparação entre formas vivas atuais, pela análise de órgãos vestigiais (que indicam a relação de ancestralidade entre os dois grupos considerados) e pela análise comparativa de moléculas. Até meados do século XIX defendia-se que as espécies eram imutáveis, princípio chamado fixismo. E que tudo passou a existir por uma influência sobrenatural de Deus, princípio conhecido por criacionismo fixista. Somente a partir do início do século XX a evolução passou a ser mais aceita. O fixismo passou a ser contestado primeiramente por Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), e depois por Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Russel Wallace (1823-1913), conforme veremos logo abaixo. Jean-Baptiste Lamarck Antigamente, acreditava-se que as características adquiridas pelo uso ou desuso fossem transmitidas aos descendentes. Quem propôs essa teoria segundo a qual as características adquiridas seriam transmitidas aos descendentes foi um naturalista francês de nome Jean-Baptiste Lamarck, que viveu entre 1744 1829. Sua teoria foi a primeira tentativa de explicação da evolução de forma sistemática. Ela foi publicada em seu livro Filosofia zoológica (tradução do título em francês, em 1809). Para Lamarck, o uso de determinada estrutura do corpo faz com que essa estrutura se desenvolva, ocorrendo o contrário em caso da falta de uso. O cientista propôs que as modificações ocorridas em uma estrutura em função do uso ou desuso durante a vida seriam transmitidas aos descendentes, desde que fossem úteis. Ocorreria, então, transmissão de características adquiridas pelo uso ou desuso. Em sua obra, Lamarck utilizou diversas observações de animais para sustentar sua proposta de mecanismo de evolução. A existência de aves pernaltas, por exemplo, poderia ser explicada assim: as aves haviam adquirido pernas longas devido ao esforço para andar nas águas rasas, sem molhar as penas. Com o esforço, as pernas se desenvolviam e essa característica era transmitida aos descendentes, que, assim, tinham pernas cada vez mais longas. No entanto, mesmo que as pernas das aves se tornassem mais compridas ao longo da vida devido ao esforço (situação hipotética), essa característica adquirida não poderia ser transmitida aos descendentes. A transmissão de caracteres adquiridos, proposta por Lamarck, não está de acordo com as leis da hereditariedade: apenas características determinadas no genótipo de um indivíduo são hereditárias, pois os genes estarão presentes nos gametas e as características poderão estar presentes nos descendentes. Características adquiridas durante a vida, que não resultam em alterações no material genético das células formadoras de gametas, não são hereditárias. Lamarck nem poderia ter explicado corretamente a transmissão das características hereditárias, pois na época nada se sabia sobre genes, DNA e os conhecimentos sobre herança eram incipientes. A teoria evolucionista de Lamarck, embora não explicando corretamente como ocorre a evolução, tem grande valor histórico, pois ele teve o mérito de relacionar muitos exemplos de adaptações, ou seja, características dos seres vivos que estão relacionadas à sua sobrevivência no ambiente. Além disso, foi o primeiro a falar em evolução, numa época em que esse assunto não era aceito pela comunidade científica.
Escrito por Filósofos às 09:49:07 AM
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Evolução e Criação
Charles Robert Darwin Uma outra explicação para a evolução foi dada em 1859 pelo naturalista inglês Charles Darwin, que viveu entre 1809 1882. Na época, cinqüenta anos após a publicação de Lamarck, ainda nada se sabia sobre DNA, cromossomos, divisão celular e hereditariedade. Darwin, tanto quanto Lamarck, também não conseguiu explicar a origem das variações nem os mecanismos de herança, mas sua interpretação sobre evolução por seleção natural se mostrou correta até hoje. Vejamos, portanto, como Darwin explicaria a evolução das aves pernaltas. Imaginemos uma certa quantidade de aves adultas, todas convivendo em um mesmo ambiente. Os indivíduos de uma população não são idênticos entre si, existindo variabilidade de características. Assim, algumas aves têm pernas mais compridas, outras, mais curtas, sendo possível estabelecer uma gama de variações As aves de pernas mais compridas teriam facilidades de andar na água, o que também auxiliaria sua alimentação, à base de peixes. As aves de pernas mais curtas teriam dificuldades de obter peixes mantendo o corpo fora da água e provavelmente teriam de disputar alimento com outros tipos de aves. Pernas compridas podem ter conferido uma vantagem para os indivíduos na obtenção de alimento, aumentando suas chances de sobrevivência. Na natureza, indivíduos bem alimentados têm maiores chances de atingir a idade adulta e reproduzir-se. Repare que, segundo essa hipótese que estamos imaginando, as aves pernaltas não desenvolveram pernas mais compridas em resposta a uma situação, elas já nasceram com a programação genética que determinava pernas compridas na idade adulta. E ao, se reproduzir, um casal de pernas compridas geraria, com maior probabilidade, indivíduos semelhantes, com pernas também compridas. Esse exemplo é totalmente hipotético, mas é possível perceber que a natureza seleciona as formas mais bem adaptadas, favorecendo a sua sobrevivência, em detrimento das formas menos adaptadas, que tendem a perecer. Note que a natureza não cria formas para escolher; ela escolhe ou seleciona entre as formas já existentes. Esse processo, proposto por Darwin, recebe o nome de seleção natural. As idéias de Darwin foram descritas em seu livro “A origem das espécies” por meio da seleção natural, que teve todos os exemplares de sua primeira edição vendidos no dia de seu lançamento. Darwin iniciou a formulação da teoria da seleção natural durante uma memorável viagem de volta ao mundo, realizada no navio inglês H. M. S. Beagles, mais conhecido simplesmente por Beagle. Darwin partiu da Inglaterra em 1832 e retornou ao ponto de origem em 1837, tendo realizado o seguinte percurso: da Inglaterra chegou ao Brasil pelo oceano Atlântico, deslocou-se em direção ao Sul, pela costa leste da América do Sul, com paradas em algumas localidades no Brasil, no Uruguai e na Argentina; atravessou a Terra do Fogo, contornou o cabo Horn e se deslocou pela costa oeste, já no oceano Pacífico, realizando outras paradas, até atingir um dos pontos mais importantes de sua viagem, o arquipélago de Galápagos.
Escrito por Filósofos às 09:47:26 AM
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Evolução e Criação
De Galápagos, viajando pelo Pacífico, passou pela Austrália, atingiu o oceano Índico, passando pela ilha Maurícia, região de Madagascar. Contornou o cabo da Boa Esperança e, já no oceano Atlântico, viajou por uma parte da costa oeste da África, rumando novamente para a Inglaterra. Darwin fez importantes observações em todos os lugares por onde passou, Mas suas principais e mais demoradas observações ele as fez no arquipélago de Galápagos. Logo de início, Darwin teve sua atenção voltada para o fato de que cada uma das diferentes ilhas que formam o arquipélago possui fauna e flora específicas. As ilhas do arquipélago de Galápagos formaram-se a partir de erupções vulcânicas, em pleno oceano. Assim, ao se formarem, eram destituídas de vida. Os animais e plantas que colonizaram as ilhas certamente vieram do continente mais próximo, que é a América do Sul. Muitas aves poderiam ter chegado a Galápagos, trazendo sementes de plantas em suas asas e até mesmo em suas fezes, pois muitas sementes não sofrem digestão nas aves. Um grupo de aves que chamou a atenção de Darwin em Galápagos foi o dos tentilhões. Existem 13 espécies que vivem no arquipélago, e Darwin propôs que todas elas tiveram sua origem a partir de um ancestral comum proveniente da América do Sul, provavelmente há cerca de 500. 000 anos. As espécies de tentilhões apresentam muitas semelhanças, diferindo principalmente no tamanho do corpo e na forma do bico. Como resultado do processo de seleção natural, essas características representam especializações para diferentes dietas, ou seja, permitem a obtenção do tipo de alimento disponível em cada ilha: bico de tentilhões adaptado para comer frutos e folhas; outros com o bico adaptado para se alimentar de cacto, especialmente do néctar de suas flores; outros ainda com o bico adaptado para perfurar madeira em busca de insetos. Os seres vivos que chegavam a Galápagos encontravam um ambiente diferente daquele em que viviam e ao qual estavam adaptados. Começou, então, o processo de seleção natural, que foi tornando viáveis determinadas formas de vida, em detrimento de outras. Assim, aos poucos, foi surgindo uma comunidade formada por populações, muitas das quais são até hoje encotradas somente em Galápagos. Dois outros exemplos interessantes de animais que existem somente em Galápagos são os enormes jabutis, que deram nome ao arquipélago, e as iguanas marinhas, que se alimentam de algas. Darwin também utilizou observações sobre domesticação de animais para desenvolver sua teoria de evolução por seleção natural. A domesticação seria um processo de “seleção artificial”, no qual algumas características eram selecionadas e os indivíduos que as possuíam eram estimulados a gerar descendentes Darwin acreditava que processo semelhante poderia ocorrer na natureza, porém de foram lenta e sem uma “intenção” no processo de seleção. Ele definiu evolução como a geração de “descendência com modificação”. Alfred Russel Wallace chegou a conclusões muito parecidas com a de Darwin sobre o processo evolutivo, mas de forma independente. Quando Wallace se preparava para publicar suas idéias, entrou em contato com Darwin por carta e os dois cientistas decidiram então anunciar suas conclusões simultaneamente redigindo um documento que foi apresentado numa memorável reunião científica em Londres em julho de 1858. Com Darwin possuía um número maior de observações para suportar suas hipóteses, ele acabou sendo reconhecido mundialmente como o “pai” da teoria da evolução por seleção natural. Apesar de Wallace não ter apresentado um trabalho de tão amplo alcance como fez Darwin, ele merece os créditos da elaboração da Teoria da evolução por seleção natural. O livro “A origem das espécies” apresentam duas idéias centrais: - todos os organismos descendem, com modificações, de ancestrais comuns; - o principal agente de modificações é a ação da seleção natural sobre as variações individuais. O caso dos “tentilhões de Darwin”, como ficaram conhecidas essas aves, em que diferentes espécies se diversificaram a partir de um ancestral comum, é um exemplo de irradiação adaptativa ou divergência evolutiva. Esse processo resulta da seleção de variações de características que permitem a sobrevivência em ambientes distintos. Darwin admitia que os organismos de uma população não são idênticos entre si, apresentando variações em todos os caracteres. Essas variações é que tornam os indivíduos mais adaptados ou menos adaptados ao meio em que vivem. Do mesmo modo que Lamarck e Wallace, Darwin também não conseguiu explicar satisfatoriamente a origem da variabilidade nas populações, nem como as características são transmitidas ao longo das gerações. Com o reconhecimento dos trabalhos do monge beneditino Gregor Mendel, em 1900, começaram a surgir explicações sobre os mecanismos de herança. A Genética ganha, então, grande impulso, e com ela desenvolveram-se os estudos que buscam explicar os mecanismos da evolução das espécies. De 1900 até cerca de 1920, os adeptos da genética mendeliana acreditavam que apenas as mutações eram responsáveis pela evolução e que a seleção natural não tinha importância nesse processo. Depois disso vários cientistas começaram a conciliar as idéias sobre seleção natural com os fatores da genética, o que culminou com a formulação da Teoria sintética da evolução, às vezes chamada também de Neodarwinismo. Hipóteses sobre a origem da vida A terra formou-se há cerca de 4,5 bilhões de anos. Sua superfície inicialmente era constituída por magma quente. As rochas teriam se formado a seguir, com o resfriamento da superfície do nosso planeta. As rochas mais antigas de que se tem conhecimento datam de 3,9 bilhões de anos e nelas não se encontraram registros de vida. Os primeiros indícios da existência de seres vivos em eras geológicas passadas datam de 3,5 bilhões de anos. Um bilhão de anos teriam se passado desde a origem do nosso planeta. Durante esse período, modificações importantes teriam surgido nas condições ambientais, possibilitando o aparecimento da vida. Como teria sido, então, a origem dos primeiros seres vivos e como teriam esses seres evoluído e gerado a imensa diversidade de formas vivas que habitam hoje o nosso planeta? Abiogênese ou biogênese ? Até meados do século XIX os cientistas acreditavam que os seres vivos eram gerados espontaneamente a partir da matéria bruta. Acreditavam que vermes surgiam espontaneamente do corpo de cadáveres em decomposição; que rãs, cobras e crocodilos eram gerados a partir do lodo dos rios. Essa interpretação sobre a origem dos seres vivos ficou conhecida como hipótese da geração espontânea ou da abiogênses (a = prefixo de negação; bio = vida; genesis = origem. Origem da vida a partir da matéria bruta). Pesquisadores passaram, então, a contestar a hipótese da geração espontânea, aprsentando argumentos favoráveis à outra hipótese, a da biogênses, segundo a qual todos os seres vivos originaram-se de outros seres vivos preexistentess. Portanto, tendo como base estas considerações preliminares sobre a teoria da evolução, conforme apresentada por Wallace e Darwin, podemos verificar logo em seguida algumas das diversas concepções evolucionistas, que foram surgindo no decorrer do tempo na tentativa de buscar uma maior compreensão sobre a origem e a evolução dos seres vivos na Terra.
Escrito por Filósofos às 09:46:53 AM
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Evolução e Criação
Estado atual das teorias da evolução Ao falar de evolução, imediatamente somos remetidos à figura de Charles Darwin e à sua obra, A origem das espécies (1859). Porém, antes mesmo dele, existiram outras tentativas em querer explicar cientificamente a evolução. E neste sentido, podemos destacar a Lamarck, em 1809, que propôs explicar a evolução mediante a herança dos caracteres adquiridos Darwin deu ao evolucionismo fama e influência, ocupando-se primeiro da origem das espécies, e posteriormente da origem do homem e, de passagem, da origem dos primeiros viventes. Com o tempo o pensamento evolucionista se estendeu à origem do universo e a sua posterior evolução. Verifiquemos o estado atual de cada um desses pontos: a) Sobre a origem do universo Em 1927, o sacerdote Georges Lemaître propôs sua teoria do “átomo primitivo”, que depois de ser reformulada por Georges Gamow em 1948, é conhecida como teoria do big beng ou ainda por “grande explosão”. Segundo esta teoria faz 15 bilhões de anos toda a matéria e energia do universo, concentrada em condições de enorme densidade e temperatura, experimentou uma expansão que, seguida de uma sucessiva diminuição de temperatura e de concentrações locais, produziu uma radiação, que, todavia, deveria observar-se na atualidade. Este modelo da grande explosão tem atualmente muita aceitação, porém expõe importantes interrogações, tal como, por que houve uma grande explosão? O que existia antes, que provocou tal explosão? b) Sobre a origem da vida Calcula-se que a idade da Terra é de 4.500 milhões de anos. Os fósseis mais antigos se remontam a uns 3.800 milhões de anos. Supõe-se que os viventes primitivos apareceram, portanto, no intervalo entre essas duas datas. Existem várias teorias que pretendem explicar a origem da vida na Terra. Uma das primeiras foi a proposta por Alexander Oparin em 1922 em que a vida haveria surgido na água dos oceanos. Em um famoso experimento realizado em 1953, em Chicago, Stanley Miller simulou as condições da atmosfera primitiva (amoníaco, metano, hidrogênio e vapor de água, ativados por descargas elétricas) e obteve alguns aminoácidos, que são os ladrilhos com que se constroem as proteínas; parecia que o problema da origem da vida se podia resolver, ao menos no princípio. Entretanto, as dificuldades seguem sendo maiores. A vida que existe agora na Terra se baseia na interação mútua entre ácidos nucléicos (DNA e RNA) e proteínas; porém os ácidos nucléicos são necessários para fabricar proteínas, e vice-versa. Além disso, essas macro-moléculas possuem uma enorme complexidade, o que dificulta pensar que se originassem de modo espontâneo. Nos finais da década de 1960, Carl R. Woese, Francis Crick e Leslie E. Orgel propuseram o que agora se conhece como teoria do “mundo do RNA”, segundo a qual a vida primitiva se baseava no RNA. Supõe-se que este ácido nucléico possuía duas propriedades das quais agora carece: poderia se auto-replicar sem necessidade de proteínas, e poderia catalisar a síntese de proteínas. Porém nem sabe como poderia fazer isso nem mesmo ainda como se formou o RNA, que possui uma grande complexidade e além disso tudo se baseia em uma suposição, o qual para teoria científica é muito fraco. Outros têm proposto teorias mais radicais, como A. Graham Cairns-Smith, segundo o qual o primeiro sistema com capacidade de replicar-se era inorgânico e se baseava sobre os cristais de argila. Outra proposta diz que a origem da vida se verificou em fontes hidrotermais nas profundezas marítimas. Sem embargo, segue havendo enormes dificuldades: basta pensar que o DNA de uma bactéria, um dos viventes atuais mais simples, pode ter uns dois milhões de nucleotídeos, de cuja organização depende que o DNA seja funcional e possa dirigir a produção de mais de um milhar de proteínas diferentes. Em vista disso, alguns cientistas como Juan Oró, Fred Hoyle e Chandra Wickramansinghe têm proposto que haveriam existido compostos precursores da vida em outras regiões do espaço, e haveriam chegado a Terra, por exemplo, por meio de choques de meteoritos. Ou seja, elimina-se o problema da origem da vida na terra passando-o para o outro lugar do universo. No entanto, a pergunta continua, como a vida surgiu ali? Como podemos perceber os enigmas que rodeiam a origem da vida são muitos grandes, apesar da existência de diferentes teorias que se têm proposto para explicá-lo. c) Sobre a origem das espécies Darwin propôs em 1859 que a seleção natural, que atuaria sobre variações hereditárias, é o principal motor da evolução, porém nada sabia sobre a natureza dessas variações. A partir dos trabalhos do monge beneditino Gregor Mendel, publicados em 1866 e redescobertos em 1900, a genética se converteu em parte essencial da teoria da evolução. A incorporação da genética ao darwinismo conduziu, em torno de 1940, à formulação do neodarwinismo ou “teoria sintética” da evolução, que segue considerando que a seleção natural é o fator explicativo principal da evolução. Uma objeção típica ao neodarwinismo é que não explica a “macro-evolução”, ou seja, a origem de novas espécies ou tipos de viventes. O darwinismo insiste no gradualismo e afirma que as grandes mudanças são o resultado da acumulação de muitas mudanças pequenas, porém se tem formulado propostas alternativas. Stephen Jay Gould e Niles Eldredge sustentam que a evolução não é gradual, senão que funciona a saltos (teoria do equilíbrio pontuado): existiriam grandes períodos de estabilidade interrompidos por intervalos muito breves nos que teriam lugar mudanças evolutivas grandes e bruscas (isto explicaria, segundo eles, por que não se encontram elos intermédios no registro fóssil. Em 1967 Motoo Kimura propôs outra teoria (o neutralismo), que afirma, que a evolução tem a ver com a seleção natural. Para ele os câmbios evolutivos se deveriam à “deriva genética” de mutações genéticas. Ele não discute a evolução, mas os seus mecanismos.
Escrito por Filósofos às 09:44:33 AM
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Evolução e Criação
a) Sobre a origem do homem Desde a publicação da teoria de Darwin, a atenção centralizou-se, sobretudo, na explicação biológica da origem do homem. Começou a busca de elos intermediários entre o homem e outros primatas, que conduzi à classificação habitual dos precursores do homem atual: os australopitecos africanos (entre 4,5 e 2 milhões de anos), seguidos do homo habilis (desde 2,3 a 1,5 milhões de anos), o homo erectus (se fala também de homo ergaster , entre 2 e 1 milhões de anos, na África, e de homo erectus na Ásia), e as diversas variedades de homo sapiens. Trata-se de um terreno em que existem muitas incertezas e freqüentemente se produzem novidades que obrigam a mudar de esquemas. Sobre a presumida origem do homem atual existem duas opiniões diferentes: o modelo de “continuidade regional” e o modelo da “origem africana recente”. O modelo de “continuidade regional” sustenta que a espécie, muito primitiva, Homo erectus (incluindo Homo ergaster) não é mais que uma variante antiga do Homo sapiens, defende, além disso, que nos últimos dois milhões de anos de história de nossa estirpe se produziu uma corrente de populações entrelaçadas desta espécie que evoluíram em todas as regiões do Velho Mundo, cada uma das quais se adaptou às condições locais, ainda que todas se encontravam firmemente vinculadas entre si por intercâmbio genético. A variabilidade que vemos hoje entre as principais populações geográficas seria, de acordo com este modelo, a última permutação de um longo processo. Em troca, o modelo da “origem africana recente” sustenta que, faz 100.000 anos, um novo tipo de ser humano, originado na África, teria substituído completamente às espécie anteriores. Não existe unanimidade sobre a origem dos diferentes grupos humanos que existem na atualidade. Em meio a muitas incertezas, costuma afirmar-se que a humanidade atual procede de alguns antepassados relativamente recente que apareceram na África ou no Ocidente Médio, e que se estenderam por toda a Terra. As duas variantes fundamentais do evolucionismo Dentro deste tema sobre o evolucionismo existe um outro elemento chave, que transcendente o campo estritamente científico, que é a aceitação ou exclusão de uma causa sobrenatural no processo da evolução. Segundo a postura que os cientistas evolucionistas tomam a respeito da possível intervenção sobrenatural na origem do cosmos, da vida e do homem, nos encontramos com duas variantes essencialmente diversas: o evolucionismo radical e o mitigado. O evolucionismo radical, crasso ou absoluto, coloca uma potencialidade residente na matéria, que faz que desta vão surgindo todos os seres. Na ordem do universo, consiste em atribuir a um caos inicial ou a uma primeira partícula ou a capacidade de expandir-se, segundo as diversas explicações de cada teoria, dando origem ao universo atual. Aplicado à origem da vida, consiste em supor que os seres sem exceção foram se originando a partir de um primeiro organismo vivo elementar ou inclusive a partir de uma primeira matéria ou partículas materiais não vivas, que dariam lugar a um primeiro organismo vivo, que se iria reproduzindo e por diversas mutações diversificando-se em diferentes espécies. Esta teoria de evolucionismo foi sustentado por autores como Lamarck, Spencer, Darwin, Oparin e muitos outros, às vezes, fazendo profissão de um claro e descarado ateísmo. Por exemplo, dizia Darwin a Thomas Huxley: “a minha doutrina seria como o evangelho de Satanás e você como o apóstolo do evangelho de Satanás”. Dizia Haeckel: “Deus é um vertebrado gasoso” e confessava Lemoine: “a evolução é o dogma da anti-Igreja”; e em palavras de Thomas Huxley: “a doutrina da evolução ocupa uma posição de antagonismo completo e irreconciliável em ralação à Igreja”. Este tipo de explicação evolucionista tem sido refutada por diversas ciências justamente por falta de comprovações científicas. Entre algumas, citamos a matemática, que duvida que haja tido tempo suficiente para que a seleção natural e as leis que aplicam as teorias evolucionistas tenham dado lugar aos fenômenos que se observam na natureza; a bioquímica, porque o azar e a simples evolução não guiada por uma Inteligência não pode explicar a perfeita organização da vida no estado presente, nem a origem e funcionamento dos organismos vivos a partir de um estado puramente material; a filosofia, que demonstra que o mais não pode surgir do menos tratando-se de saltos qualitativos de forma e não puramente acidentais e sobretudo que o espírito não pode provir da matéria e que do nada, nada sai. Neste sentido a vida intelectual, moral e espiritual não podem deduzir-se dos processos biolóbicos. Em uma situação distinta temos o evolucionismo relativo ou mitigado- assim chamado pela insuficiência de argumentos científicos em que se baseiam as diversas teorias evolucionistas. Esta teoria aceita ao mesmo tempo uma evolução, tanto do universo, como da vida, mas sem excluir a ação divina. Por um lado dirigiria providencialmente a mesma evolução orgânica, e, por outro, em um dado momento, infunde por criação a alma espiritual.
Escrito por Filósofos às 09:43:51 AM
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Evolução e Criação
O que ensina a Igreja sobre estes temas e o que diz destas teorias? Existe uma oposição ou uma complementação entre os temas evolução e criação? No intuito de deixar claro o que ensina a fé católica sobre a origem do mundo, da vida e do homem não podemos deixar de dizer, que a principal fonte da doutrina católica é a Sagrada Escritura, especialmente no livro do Gênesis, embora não exclusivamente, visto que há outras passagens que podem complementá-lo, e nos documentos do Sagrado Magistério como autoridade legítima desta mesma instituição para a interpretação dos textos bíblicos. Portanto, no relato do livro do Gênesis capítulos 1 a 3 há muitos elementos que devem ser corretamente entendidos. Elementos, estes, que são rigorosamente históricos e elementos que relatam de modo metafórico fatos históricos. Então, quais são os elementos que devem ser entendidos com sentido literal histórico? 1. A criação de todas as coisas por parte de Deus; 2. A peculiar criação do homem; 3. A formação da primeira mulher a partir do primeiro homem; 4. A unidade da linhagem humana; 5. A felicidade original dos primeiros pais no estado de justiça, integridade e imortalidade (dons preternaturais); 6. A prova por parte de Deus para provar a obediência; 7. O pecado original; 8. A perda do estado primitivo de inocência; 9. A promessa do reparador futuro (protoevangelho). A Igreja baseando-se principalmente nos relatos bíblicos ensina que Deus criou todas as coisas, livremente, do nada; que tudo quanto criou é bom. Deus não fez o mal, senão que este foi introduzido por sua criatura mediante a desobediência a Deus; que o homem foi criado de um modo peculiar por Deus, distinto das demais criaturas, e que a primeira mulher procede do primeiro homem (unicidade do gênero humano), doutrina chamada monogenismo – o surgimento da humanidade a partir de um primeiro casal e não de vários casais humanos espalhados pelas diversas partes do planeta terra, conforme dizem alguns autores, doutrina chamada poligenismo. Sem esta afirmação do monogenismo não se poderiam compreender outras verdades da fé, tais como o dogma do pecado original – um pecado que, cometido pelos primeiros pais, transmite-se a todo homem que vem a este mundo – e como conseqüência disto, o dogma da redenção universal de Cristo – quer dizer, que Cristo redimiu a todos os homens do pecado original – ensinamento que é certamente bíblico, como pode ver-se na passagem da Carta de São Paulo aos Romanos 5, 12-21. O Papa Pio XII, na encíclia Humani generis, limitou-se a dizer que “não se vê claro como tal sentença do poligenismo possa compaginar-se com o que as fontes da verdade revelada e os documentos do Magistério da Igreja ensinam sobre o pecado original que procede do pecado verdadeiramente cometido por um só Adão e que, difundindo-se a todos os homens pela geração, é próprio de cada um deles”. A mesma encíclica supracitada também deixa claro, que a Igreja Católica está aberta ao diálogo reflexivo no que diz respeito às teorias evolucionistas: “O Magistério da Igreja não proíbe que, segundo o estado atual das disciplinas humanas e da sagrada teologia, se investigue e se discuta pelos peritos em ambos os campos a doutrina do evolucionismo, enquanto busca a origem do corpo humano a partir de uma matéria vivente pré-existente já que a fé católica nos manda manter que as almas são criadas diretamente por Deus”. Nesta mesma linha, podemos verificar o que o Catecismo da Igreja Católica nos fala a este respeito: “A questão das origens do mundo e do homem é objeto de numerosas pesquisas científicas que enriqueceram magnificamente os nossos conhecimentos sobre a idade e as dimensões do cosmo, o devir das formas vivas, o aparecimento do homem. Estas descobertas nos convidam a admirar tanto mais a grandeza do Criador, render-lhe graças por todas as suas obras e pela inteligência e a sabedoria que dá aos estudiosos e aos pesquisadores”. Em um discurso de 1985, dirigido aos participantes de um simpósio sobre fé cristã e evolução, o Papa João Paulo II recordava textualmente o ensinamento de Pio XII, afirmando que: “em base a estas considerações de meu predecessor, não existem obstáculos entre a teoria da evolução e a fé na criação, se as entende-se corretamete”. Aqui, ‘entender corretamente’ significa admitir que as dimensões espirituais da pessoa humana exigem uma intervenção especial por parte de Deus, uma criação imediata da alma espiritual. Portanto, trata-se de umas dimensões, que, caem fora do objeto direto da ciência natural, mas que não a contradizem de modo algum. João Paulo II ensinava em sua catequese em 1986 remetendo de novo ao ensinamento de Pio XII: “Portanto, pode-se dizer que, desde o ponto de vista de doutrina da fé, não se vêem dificuldades para explicar a origem do homem, enquanto corpo, mediante a hipótese do evolucionismo. É preciso, entretanto, acrescentar que hipótese propõe somente uma probabilidade, não uma certeza científica. Por outro lado, a doutrina da fé afirma de modo invariável que a alma espiritual do homem é criada diretamente por Deus. Ou seja, é possível, segundo a hipótese mencionada, que o corpo humano, seguindo a ordem impressa pelo Criador nas energias da vida, tenha sido preparado gradualmente nas formas de seres viventes antecedentes. Mas a alma humana, da qual depende em definitiva a humanidade do homem, sendo espiritual, não pode ter emergido da matéria”.
Escrito por Filósofos às 09:42:05 AM
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Evolução e Criação
Em 1996, João Paulo II dirigiu uma mensagem à Academia Pontifícia de Ciências, reunida em assembléia plenária. E de novo aludia ao ensinamento de Pio XII sobre o evolucionismo: “Tendo em conta o estado das investigações científicas dessa época e também as exigências próprias da teologia, a encíclica Humani generis considerava a doutrina do evolucionismo como uma hipótese séria, digna de uma investigação e de uma reflexão profunda, ao igual que a hipótese oposta”. Existem muitos cientistas que admitem que a evolução e a ação divina são compatíveis. Por exemplo, Francisco J. Ayala, um dos principais representantes do neodarwinismo na atualidade. Ayla recolhe a opinião dos teólogos segundo os quais “a existência e a criação divina são compatíveis com a evolução e outros processos naturais. A solução reside em aceitar a idéia de que Deus opera através de causas intermédias: que uma pessoa seja uma criatura divina não é incompatível com a noção de que tenha sido concebida no seio da mãe e que se mantenha e cresça por meio de alimentos. A evolução também pode ser considerada como um processo natural através do qual Deus traz as espécies viventes à existência de acordo com seu plano”. A doutrina católica afirma que tudo depende de Deus, e que a criação tem sua bondade e a sua perfeição própria, porém não saiu plenamente acabada das mãos do Criador. Foi criado em estado de via (in statu viae) para uma perfeição última ainda por alcançar, à que Deus a destinou. Chamamos divina providência às disposições pelas quais Deus conduz a obra da criação para esta perfeição, Deus guarda e governa por sua providência tudo o que criou. Neste sentido, se fala de Deus como Primeira Causa do ser de tudo o que existe, e das criaturas como segundas causas cuja existência e atividade sempre supõe a ação divina: “Deus não somente dá às criaturas o existir, mas também a dignidade de agirem elas mesmas, de serem causas e princípios umas das outras e de assim cooperarem no cumprimento do seu desígnio (...) Deus concede assim aos homens serem causas inteligentes e livres para completar a obra da Criação, aperfeiçoar-lhe a harmonia para o bem deles e dos seus próximos (...) Eis uma verdade inseparável da fé em Deus Criador: Deus age em todo o agir das suas criaturas. E é a causa primeira que opera nas causas segundas e através delas”. Ao se tratar sobre a teoria da evolução e a teologia da criação, com muita freqüência, se consideram a Deus e as criaturas como causas que competem no mesmo nível, ignorando a distinção entre a Causa Primeira, que é causa de todo o ser de tudo o que existe, e a causas segundas criadas, que atuam sobre algo que pré-existe e o modificam, necessitando do constante concurso da Causa Primeira para existir e atuar em todo momento. Atualmente a cosmovisão científica é muito coerente com a afirmação da ação divina que serve de fundamento a tudo o que existe. Deus é diferente da natureza e a transcende completamente, porém, ao mesmo tempo, como Causa Primeira, é imanente à natureza, está presente onde quer que seja que existe e atua na criatura, fazendo possível sua existência e sua atuação. Além disso, para a realização de seus planos, Deus conta com as causas segundas, de tal modo que a evolução resulta muito coerente com essa ação consertada de Deus com as criaturas. O raciocínio metafísico é uma das características específicas do ser humano e, que, resulta decisivamente para o progresso científico, quando por exemplo, não se consegue avançar para o além das experiências naturais no que diz respeito à comprovação científica sobre a origem do universo, da vida e do homem. O Papa João Paulo II, em um discurso à Academia Pontifícia de Ciências, expressava do seguinte modo: “A Bíblia nos fala da origem do universo e de sua constituição, não para nos proporcionar um tratado científico, senão para precisar as relações do homem com Deus e com o universo. A Sagrada Escritura quer declarar simplesmente que o mundo foi criado por Deus, e para ensinar esta verdade se expressa com os termos da cosmologia usual na época do redator (...) Qualquer hipótese científica sobre a origem do mundo, como a de um átomo primitivo de onde se derivaria o conjunto do universo físico, deixa aberto o problema que concerne ao começo do universo. A ciência não pode resolver por si mesma semelhante questão: é preciso aquele saber humano que se eleva por cima da física e da astrofísica e que se chama metafísica; é preciso, sobretudo, o saber que vem da revelação de Deus”.
Escrito por Filósofos às 09:40:50 AM
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Evolução e Criação
Conclusão Como pudemos verificar, não existe uma certeza científica absoluta sobre como explicar a origem do cosmos e dos seres vivos, que nele habitam, visto que a ciência para ser considerada como tal, exige uma análise crítica dos fatos, como também experimentação da hipótese teórica para se chegar a uma conclusão em que se aceita tal hipótese, e por último, trata-se de divulgar os dados de modo que outros cientistas possam repetir o que foi feito e usar as informações como ponto de partida para novas hipóteses e testes compartilhando tais informações por meio de publicações, encontros, congressos. Em outras palavras o método científico segue o seguinte processo: questionamento – hipótese – verificação da hipótese – conclusão. Em todas estas teorias, mesmo as mais aceitáveis pela comunidade científica, carecem de algum elemento, especialmente o elemento de verificação da hipótese, mas também questionamentos que não são satisfeitos, como por exemplo, na teoria do big bem, o que existia antes desta grande explosão? E o que a provocou? A ciência não consegue nos responder tais perguntas! Uma outra pergunta, que ainda está pendente, por mais que a teoria do equilíbrio pontuado tente resolver tal problemática, é a seguinte, onde estão os fósseis, que registram esta passagem ou evolução de uma etapa para a outra? Onde está o “elo perdido”, que comprove a evolução do cérebro de um chimpanzé para o ser humano? Todavia, mesmo havendo todas estas lacunas nestas inúmeras teorias evolucionistas, a Igreja Católica não se opõe de maneira alguma aos avanços e à novas descobertas no que tange a origem do cosmos e da vida. E mais ainda, ela afirma, que não existe nenhuma oposição entre os temas evolução dos seres vivos e criação por parte de Deus. A teoria da evolução é extremamente compatível à Sagrada Escritura, especialmente ao livro das origens – o Genesis, visto que este livro não se trata de uma redação científica com o intuito de comprovar a existência de Deus como origem de todas as coisas, mas trata-se de um livro de fé, que se utiliza de linguagem metafórica para dizer, que Deus está por detrás, ou melhor dizendo, na origem de todas as coisas, como Causa Primeira delas. A reflexão da Igreja Católica em busca de um amadurecimento sobre estes temas são tão significativos e sérios, que o Pontifício Conselho para a cultura no que diz respeito ao campo da ciência, promoveu em Roma, no mês de março de 2009, uma conferência sobre evolução e criação tendo a participação de cientistas, filósofos e teólogos. Existem muitos cientistas, que tratam destes temas não como uma oposição necessária entre si, mas como uma verdadeira complementação; e a Igreja segue o mesmo raciocínio ao afirmar que Deus se serve de causas intermediárias para que a sua criação seja aperfeiçoada. Portanto, dizer hipoteticamente, que a estrutura corporal do ser humano é fruto de uma preparação ou evolução histórica ao longo dos tempos de seres antecedentes não significa negar a providência divina, que sempre esteve no comando de todas as coisas! No entanto, ao lado desta possibilidade existe uma categoria de certeza, em que a Igreja afirma apoiada nos dados revelativos, que é a criação direta por Deus da alma espiritual nos seres humano, chamados à existência para manifestarem a glória do Criador: “A glória de Deus é o homem vivente e a vida do homem é a visão de Deus”, conforme nos dizia Santo Irineu no século II. Existe uma ordem no universo, que a direciona à perfeição e esta ordem das criaturas torna-se um autêntico sinal que aponta para a existência do seu Autor-Criador ou ainda para o Motor Imóvel de Aristoteles, não movido, mas que movimenta toda a criação.
Escrito por Filósofos às 09:38:28 AM
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